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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O Casamento do Meu Ex - CRÍTICA

Elenco não falta. Katie Holmes não faz feio, Josh Duhamel luta para conseguir ser galã, Adam Brody é um bom coadjuvante, Candice Bergen mantém o ar de lady. O filme esbarra em dois empecilhos que não consegue superar.

O primeiro é o roteiro, que na verdade não passa de um bom argumento. Baseado no próprio livro de Galt, produtora de longa data que se arrisca pela primeira vez na direção, fala de sete amigos desde o tempo da faculdade que se reúnem para o casamento de Lila (Anna Paquin) e Tom (Duhamel). Na véspera da cerimônia, descobrimos que Laura (Holmes) ainda o ama.

Não há surpresas em O Casamento do Meu Ex. Desde o início já percebemos a paixão mal curada de Laura e os cacoetes de personalidade de todos eles. Em filmes que pouco revelam ao longo da trama, geralmente outras qualidades salvam. Aos olhos do espectador, se temos uma produção bem filmada, relevam-se outros problemas. Mas nem esta desculpa O Casamento do Meu Exconsegue ter, pois o trabalho de câmera do filme é, digamos, esquizofrênico.

Por se ter uma controvérsia iminente em relação ao triângulo amoroso e aos coadjuvantes que deixam aflorar paixões, Galt entendeu que sua câmera precisaria ser nervosa. Sim, mais um realizador apela para a câmera nervosa para transmitir a tensão. O resultado é a esquizofrenia do balança daqui, balança dali: nausear é questão de tempo com tamanho sacolejo. 

A câmera, sempre na mão, tenta passar também uma ideia de fluxo contínuo de sentimentos. O senão é que a direção apanha para encontrar o plano e o enquadramento, deficiência que fica nítida na cena da briga entre Laura e Tom. Momentos assim criam uma distância ainda maior com o filme.

Direção insegura, roteiro mal desenvolvido, personagens rasos, falta de charme... o que mais dizer de O Casamento do Meu Ex? É preferível, sem sombras de dúvida, ouvir a música dor de cotovelo de Gian & Giovani a assistir ao filme de Galt Niederhoffer.

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