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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O Legado Bourne - CRÍTICA

A trilogia Bourne, estrelada magistralmente por Matt Damon (Os Infiltrados), é atualmente uma das progenitoras escolas dos modernosaction movies. Iniciada no ano de 2002, com o interessante ‘A Identidade Bourne’, dirigido por Doug Liman (Sr. e Sra. Smith).

Depois jazida com suas brilhantes apêndices ‘A Supremacia Bourne’ de 2004 e ‘O Ultimato Bourne’ de 2007, comandadas e lapidadas pelo ótimo cineasta Paul Greengrass (Voo United 93). Instituindo uma nova tendência para o gênero, alusiva à sua linguagem dinâmica e velocista. Com vários ângulos de câmera, cortes e inovações em montagem. Servindo de referência para outras obras, como por exemplo, a nova roupagem dos 007 ‘Casino Royale’ e ‘Quantum of Solance’ protagonizados por Daniel Craig.

O Legado Bourne - Assista ao Trailer

NOTA: 65

Assim como em seus trabalhos anteriores quão ‘Conduta de Risco’ e ‘Duplicidade’, o diretor Tony Gilroy imprime uma fria e elegante narrativa, que faz uma apropriada ligação comparativa, ao perfil do seu protagonista e sua atual circunstância.

Realização que é extremamente auxiliada, pela gélida e extraordinária fotografia deRobert Elswit (Magnólia), que utiliza as cores dos comprimidos tomados pelos agentes, para oscilar entre um momento e outro, de acordo com o significado de cada um deles. Tudo isso embalado pela misteriosa trilha do experiente James NewtonHoward (O Fugitivo), tendo fator fundamental para o suspense conservar-se ativo. Só que tudo isso é quase que esquecido no final do primeiro ato. Ou mesmo na metade do segundo, já que o filme parece não andar. Tornando a trama cada vez mais desinteressante e, consequentemente, fazendo com que o espectador perca ainstância.

O que parecia ser garboso fica na verdade amolador. Como já foi dito aqui, a ação eletrizante da franquia Bourne, mantinha todo clima investigativo e burocrático esquecido, quando se era necessário. Cada cena pulsava aventura e fazia a plateia delirar. Nessa continuação, nos sentimos incomodados, pois em mais de 1 hora e 30 minutos de exibição, não vemos o conto sair do lugar. Acreditando cegamente em seu estilo, Gilroy continua a seguir com sua linguagem pragmática. Agora vista de maneira cansativa e lenta. Até mesmo em algumas tentativas frustradas de imitar o estilo do Greengass, nas cenas de ação, o cineasta não obtém êxito.

Mesmo com um bom terceiro ato, dosando a parte sci-fi das cenas de fuga, tudo já está perdido. Com a resolução do caso, fica esclarecido que todo roteiro é bastante simplório, e foi prejudicado por uma má decisão da equipe, sugestiva o seu direcionamento, chegando até passar uma imagem de confusão em seus argumentos


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