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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Curvas da Vida - CRÍTICA

Em 2008, Clint Eastwood declarou que Gran Torino seria o último filme no qual trabalharia como ator. Com a gravidez de Beyoncé Knowles(Dreamgirls), a produção do remake de Nasce uma Estrela, dirigida por Clint, foi adiada. Assim, abriu-se um espaço na agenda dele.

Aí seu assistente de direção Robert Lorenz (Menina de Ouro) o convenceu a voltar atrás na decisão de encerrar a carreira de ator e aceitar um novo papel. Mais ou menos.


NOTA: 70
Em Curvas da Vida (Trouble with the Curve), Eastwood interpreta um olheiro de times de beisebol cuja personalidade é muito parecida ao seu personagem em Gran Torino– com direito a grunhidos e tudo. Infelizmente, não é só no protagonista que a sensação de repetição atinge o espectador atento.

O mundo do beisebol se modernizou e os olheiros mais novos usam computadores e estatísticas para procurar por aspirantes a novos astros. Gus ainda faz as coisas à moda antiga. Aí temos o mais que recorrente embate entre a tecnologia e o instinto natural do veterano, tema usado até na comédia Agente 86.
Em sua mais recente viagem para acompanhar jogos estudantis, Gus terá companhia. Sua filha Mickey (Amy Adams, de Na Estrada) está preocupada com a saúde do pai e deixa seu escritório para vigiá-lo de perto. Os dois têm uma relação conturbada: ele é o pai ausente e ela é a advogada que mergulha no trabalho para se esquecer do caos na vida pessoal.

Logo no primeiro jogo que a dupla assiste, Mickey conhece Johnny (Justin Timberlake, de O Preço do Amanhã), um ex-jogador que foi descoberto por Gus. Nesse cenário de previsibilidade, não demora muito para que o jovem olheiro se interesse pela ruiva de temperamento forte.
Nesse desfile de clichês, Curvas da Vida chega a seu desfecho com todas as questões respondidas. A impressão que fica é que se trata de um roteiro de um fraco telefilme que, por um acidente de percurso, foi realizado com um elenco de primeira.

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