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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Reino Escondido - CRÍTICA


Reino Escondido”, baseado no livro de William Joyce, é a nova animação da Fox, e a segunda de um grande estúdio em 2013 após “Os Croods”. Esse é também mais um filme infantil da Fox que usa como tema a ecologia (após “A Era do Gelo” e “Rio”), procurando além de distrair, conscientizar a garotada.

Na trama, pequenas criaturas são responsáveis pela proteção de uma floresta, e esse reino possui uma verdadeira hierarquia com direito a rainha, sua guarda pessoal, e todo tipo de trabalhadores.

NOTA: 70 (Bom)
Também possuem inimigos vindos de um reino rival, comandados por Mandrake, voz de Christoph Waltz (“Django Livre”) no original. A protagonista é a jovem humana Mary Katherine , voz de Amanda Seyfried (“Os Miseráveis”). Ela chegou para passar uma temporada com seu pai, o cientista Bomba, voz de Jason Sudeikis (“Quero Matar Meu Chefe”). O sujeito passou anos pesquisando a existência das pequenas criaturas defensoras da natureza, e gastou sua energia e sanidade para provar sua teoria.
Porém, é sua filha que irá de forma bem pessoal constatar a existência das criaturas mitológicas. Após um ataque do vilão Mandrake, a Rainha Tara, voz da cantoraBeyoncé (“Obsessiva”), é morta. Moribunda, ela esconde um botão de flor, verdadeira energia e fonte de poder da floresta, para que não caia nas mãos do inimigo. Ela então o entrega para a protagonista Mary, que logo é reduzida ao tamanho dos minúsculos seres.
Os mais velhos ou pais que levarem seus filhos ao cinema serão logo lembrados de “Querida, Encolhi as Crianças”, grande sucesso da década de 1980. Aqui, o princípio é o mesmo na adaptação de Mary a sua nova estatura, onde um simples camundongo se transforma numa fera descontrolada. Existe também uma subtrama envolvendo um jovem rebelde e irresponsável, voz de Josh Hutcherson (“Jogos Vorazes”), que larga suas obrigações junto à guarda da rainha para viver como “piloto” em corridas ilegais.

Ele é o “Han Solo” do filme, o anti-herói que precisará provar seu valor como herói e desenvolve uma relação com a protagonista humana. O elemento mais legal salpicado na animação, no entanto, são as pequenas referências que faz a cultura japonesa e aos filmes de samurais. O uso de espadas, os movimentos das lutas, e inclusive o nome do chefe da guarda é Ronin (voz de Colin Farrell), nome dado a guerreiros feudais japoneses que caiam em desonra por deixarem seus mestres serem assassinados, ficando sem propósito.
Reino Escondido” não é uma animação única ou revolucionária. Pelo contrário, faz uso de um tema e ideias recicladas. Mas são feitos com bom gosto suficiente para garantirem o aval do filme. Preocupa-se em passar algumas mensagens em suas entrelinhas e garante, com cenas de ação satisfatórias e bastante humor, que a garotada não ficará entediada durante a projeção.

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