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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Star Trek 2: Além da Escuridão - CRÍTICA

Quatro séries de TV e onze filmes depois, a franquia Jornada nas Estrelas - agora chamada Star Trek - volta aos cinemas, pela primeira vez em três dimensões. A série surgiu em 1966, quando a TV exibia a famosa 'Perdidos no Espaço' (1965-1968), e percorreu um longo e difícil caminho para conquistar notoriedade e respeito, até construir sua gigantesca base de fãs.


Em 2009, o diretor J.J. Abrams (Missão Impossível III), fã confesso da série original, decidiu revitalizar a franquia com uma superprodução original e divertida, apostando em um talentoso elenco de rostos bonitos para dar novos ares a clássicos personagens, como Spock e Kirk (Zachary Quinto e Chris Pine).

Star Trek 2: Além da Escuridão - Trailer

NOTA: 75 (Bom)
Com o primeiro filme, o diretor conquistou a crítica ao mesclar o humor irreverente, os personagens carismáticos e a imaginação sem limites da modesta série de TV, com efeitos visuais de primeira linha, ação desenfreada e uma história que recriava as origens de maneira fiel e moderna. Ecoando a premissa central de Gene Roddenberry, seu 'Star Trek' conseguiu agradar aos fãs devotos e conquistar uma nova geração, que nunca havia ouvido falar de tal universo.

Com um orçamento de US$ 150 milhões, o primeiro filme fez US$ 385,6 milhões mundialmente e realocou a franquia no imaginário popular. Quatro anos depois, o talentoso J.J. Abrams retorna ao cargo de diretor para entregar a sequência 'Além da Escuridão - Star Trek'.
Tudo começa com a volta para casa, à medida que a Enterprise retorna para a Terra no rastro de um controverso incidente galáctico, seu intrépido Capitão ainda quer voltar para as estrelas em uma missão mais longa de paz e exploração. Mas não está tudo bem no Planeta Azul. Um devastador ato de terror expôs uma realidade alarmante: A Frota Estelar está sendo atacada de dentro e o resultado deixará o mundo inteiro em crise. O Capitão Kirk lidera a Enterprise em uma missão como nenhuma outra desde o planeta natal Klingon até a Baía de São Francisco.

A bordo da Enterprise o inimigo entre eles tem um talento gigantesco para a destruição. Kirk os liderará em um campo de sombras e dúvidas onde eles nunca estiveram antes – navegando nas tênues linhas entre amigos e inimigos, vingança e justiça, uma guerra sem limites e o potencial infinito de um futuro de união.
Voltando ao personagem de Kirk com sua força e suas vulnerabilidades, Chris Pineestá ainda mais à vontade nesta sequência. Além de ser um rostinho bonito, Pinedemonstra grande talento aqui. Mas, apesar de sua boa atuação, quem rouba a cena é o ótimo Zachary Quinto, que encarna de maneira genial o nada emotivo Spock. A cada frase dita pelo personagem, a plateia cai no riso. Em uma breve aparição, o Spock original Leonard Nimoy surge praticamente passando o bastão para seu novo intérprete. Benedict Cumberbatch dá vida ao assustador e poderoso vilão, em uma atuação grandiosa. Falar mais é estragar a surpresa.

O elenco de apoio também retorna de maneira brilhante, com destaque para os sempre ótimos Simon Pegg (Scotty), Anton Yelchin (Chekov), Zoe Saldana (Uhura) e Karl Urban (Magro). O único elo solto é a atriz Alice Eve, caricata e em uma fraca atuação como Carol.
Como toda sequência hollywoodiana, esta é uma ode ao excesso. Mais explosões, mais ação, mais emoção, mais humor. Felizmente, mais humor. Com um roteiro inteligente e diálogos muito bem estruturados, que fazem homenagem a todo o passado da saga, a ação consegue um equilíbrio excelente entre o excesso de ação e uma história redonda e muito bem desenvolvida.

Palmas para Abrams, que agora deixa a direção da franquia 'Star Trek' para revitalizar outra franquia espacial: 'Star Wars'.

Obs: Apesar do 3D ser convertido, vale à pena assistir o filme no formato.

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