IconIconIconIconIconIcon

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Preço do Amanhã - CRÍTICA


Algumas ficções científicas vão além de explorar situações interessantes que o gênero oferece para tratar de assuntos sérios na forma de alegorias e comparações.
O Preço do Amanhã (In Time) é um desses exemplos.


NOTA: 80
O Preço de Amanhã - Trailer



O filme estrelado por Justin Timberlake (A Rede Social) se passa no futuro, quando as pessoas param de envelhecer aos 25 anos de idade. Depois disso, um relógio regressivo começa a rodar no braço esquerdo de casa pessoa. Quando ele zerar, é morte certa. O figurino se preocupa em criar roupas de mangas compridas ou luvas longas para que os personagens mantenham a privacidade da quantidade de tempo que possuem.
Para continuar vivo cada indivíduo precisa ganhar tempo, que é a moeda corrente nesse cenário. Dessa maneira, os ricos são praticamente imortais e os pobres precisam ganhar cada dia de sua sobrevivência.
O Preço do Amanhã faz uma crítica ao sistema capitalista. É claro que tudo com muita perseguição e cenas de ação. Assim, há algo para quem quer ver além da aventura sem perder o entretenimento.
Por essa razão é preciso relevar que nem todos os detalhes do cenário estão claros. Um exemplo: não se sabe como os empregados dos ricos chegam aos isolados distritos onde mora a elite.
No entanto, a estrutura do sistema está lá. Os ricos cientes de que é necessário o sacrifício de muitos pobres para sustentar seus luxos. Por sua vez, os mais humildes vivem em constante medo e na pressão de seus relógios com poucos dias para viver.
Para assegurar o status quo existem os guardiões do tempo. Os agentes dessa força policial ganham pouco por seu trabalho, mas usam toda sua determinação para cumprir sua missão e manter o sistema em equilíbrio.
O Preço do Amanhã faz o mesmo que Planeta dos Macacos (preconceito racial) e Contágio (consciência ambiental) e torna-se mais um dos bons exemplos de filmes hollywoodianos em que existe um pouco de cérebro.


counter easy hit