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sábado, 27 de julho de 2013

Wolverine: Imortal - CRÍTICA 70

O mutante mais furioso da Marvel está de volta para um segundo round solo, em Wolverine Imortal. Dessa vez a trama se passa após os eventos apresentados em X-Men: O Confronto Final, terceiro filme da franquia que terminou por massacrar diversos personagens principais, e destruir de certa forma os planos para a continuidade da série. O fato é tão verdade que os dois filmes que seguiram precisaram voltar no tempo, para contar outras histórias (com X-Men Origens: Wolverine e X-Men – Primeira Classe).
Nota: 70 (Bom)
É admirável, no entanto, que agora com a poeira baixada, a Fox não tenha recorrido ao caminho fácil de recomeçar a franquia propriamente dita. A coragem do estúdio é valorizada como um esforço, e algo mais criativo. Pensar num jeito de seguir é sempre mais difícil do que simplesmente jogar tudo pro alto e começar de novo. Wolverine Imortal é o primeiro filme da franquia que continua o terceiro filme da série, coisa que o vindouro X-Men – Dias de um Futuro Esquecido também fará.
Logan, papel de Hugh Jackman (Os Miseráveis) pela quinta vez (sexta se contarmos sua ponta em Primeira Classe), vaga pelo mundo atormentado pelo fantasma da mulher que amava e precisou matar, a mutante telecinética Jean Grey, vivida novamente por Famke Janssen (João e Maria – Caçadores de Bruxas). Ela aparece para ele na forma de alucinações e em sonhos, como se fosse o peso de sua consciência.
Num bar, a mutante japonesa de cabelos vermelhos, Yukio, vivida pela exótica modelo Rila Fukushima, o encontra e o convence a ir com ela para o Japão. Um antigo amigo, da Segunda Guerra Mundial, está morrendo e deseja se despedir. Chegando lá, o protagonista envolve-se numa intrincada trama familiar, que em parte lembra o mistério do excelente Os Homens que Não Amavam as Mulheres, dadas as devidas proporções e objetivos dos dois filmes. No entanto, não deixa de ser interessante ver um filme de herói de quadrinhos apresentado dessa forma.
Temos um patriarca moribundo, uma herdeira fragilizada e perseguida, um sucessor renegado e amargo, a Yakuza (máfia japonesa), familiares bastardos, políticos corruptos, clãs de ninjas, uma mutante venenosa, e é claro, o aguardado vilão Samurai de Prata, afinal ainda trata-se de um filme de quadrinhos. A complexa trama poderia render uma obra-prima, caso o objetivo fosse uma produção adulta. Mas Wolverine Imortal, obviamente, é mirado ao grande público jovem que lota os multiplex.
Então, o desenvolvimento da trama e seus personagens precisa dar espaço de tempos em tempos para uma grandiosa sequência de ação, e cenas de luta. O filme não desaponta em nenhum dos quesitos. Possui personagens bem delineados, em especial as duas personagens femininas principais, a herdeira Mariko, vivida pela bela Tao Okamoto; e a guerreira corajosa e bastarda, Yukio, a melhor personagem do filme. As cenas de ação também estão aqui, em menor escala em relação ao videogame em celuloide conhecido como X-Men Origens: Wolverine.
Destaque para um confronto entre Logan e alguns capangas em cima de um trem bala em movimento. Esse é um papel que o ator Hugh Jackman faz com a mão nas costas, a essa altura, mas de certa forma o Wolverine não é um personagem tão interessante ou tridimensional assim, em sua personalidade, onde apenas ficamos esperando ele ficar enfurecido e matar muita gente. O que cerca o personagem é interessante, suas histórias que podem se alongar por décadas.
E aqui é justamente essa a decisão acertada, jogar o protagonista dentro de uma espécie de thriller dos quadrinhos. Para os fãs mais ardorosos, a caracterização do Samurai de Prata, grande vilão do filme (por assim dizer), pode ser insatisfatória. No demais, Wolverine Imortal se sai muito bem, e já prepara o terreno para o próximo ano. Fiquem depois dos créditos.

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