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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Premonição 5 - CRÍTICA


Como reinventar uma franquia que apresentava sinais de cansaço nos dois últimos episódios? Essa pergunta pode ser respondida pelos responsáveis por este frenético e assustador filme de terror, aposta do gênero que chega aos cinemas na próxima sexta-feira.
Lembro-me perfeitamente da estreia do primeiro filme da saga, Premonição, há 11 anos.




NOTA: 75


Premonição 5: TRAILER




Estávamos inebriados pelo efeito Pânico e Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, dois ótimos exemplares da Retomada dos filmes de terror na década de 90, percussores de bombas mais que atômicas que chegariam depois, como as continuações de Lenda Urbana, CUT- Cenas de Horror e outros que não merecem sequer o nome citado aqui. A ideia de colocar a morte como o serial killer da vez foi um acerto no que tange as bilheterias e a crítica. Os dois primeiros episódios fizeram o maior sucesso e deram espaço para uma terceira parte frívola e decadente, que ganhou uma continuação meia-boca depois, Premonição 4, em 3D. Ao ganhar sinal verde pelos produtores e estúdio, ficamos apreensivos diante da possibilidade de mais um episódio fraco e inexpressivo. Quem pensa assim, se engana. Premonição 5 consegue se reinventar e segura firme o espectador do inicio ao final do filme. Uma boa aposta que leva os nomes do diretor Steven Quale, o diretor de arte David. R. Sandefur, o editor Eric Seans e o responsável pelos efeitos especiais Ariel Velasco Shaw, nomes que trataremos mais adiante.


Em Premonição 5, Sam (Nicholas D´agosto) trabalha numa fábrica de papel e precisa dividir este emprego que paga o seu aluguel com o sonho de se tornar um Chef de cozinha. Trabalhando de dia na fábrica e atuando num restaurante a noite, o rapaz sonha em mudar de vida. Namora a belíssima Molly, que se encontra em dúvida no que tange o futuro relacionamento de ambos. Ambos estão seguindo para uma viagem a caminho de um retiro corporativo. Durante esta viagem, Sam tem uma premonição de que a ponte pênsil que eles estão atravessando no percurso vai ser atingida por fortes ventos e entrará em colapso, culminando num terrível acidente, ceifando muitas vidas. O casal e outros amigos acabam sobrevivendo. Mas é tudo apenas uma questão de tempo. A morte possui planos e ficar vivo é uma questão de tempo. Some a ideia já batida das edições anteriores a algumas novas regras e o resultado será um enérgico filme, dando um novo gás para a franquia, que ao conseguir estabelecer uma ligação mais profunda com os filmes anteriores, em especial o primeiro, deveria parar por ai. Acredito que seja melhor encerrar bem do que apostar em mais continuações sem o mesmo pique.



Até ai a narrativa segue o padrão dos filmes anteriores. Mas desta vez, o que surpreende é a qualidade da cena do acidente. Se o segundo filme havia sido um espetáculo de cena de ação, desta vez somos expostos a uma cena que sinceramente, não via há tempos em produções muito mais caras. O diretor de efeitos especiais Ariel Velasco Shaw, que já trabalhou em produções como A Bela e a Fera, Rei Leão e Alladin, da Disney, fornece um show de efeitos, dando um grau de qualidade as cenas que nada ali parece artificial, tamanha a qualidade do projeto. Algumas cenas de morte são explicitas e mereciam um bom corte, mas enfim, há um público consumidor e cinema, caros amigos, é cultura de massa e precisa se vender para se pagar.


Por que estética da reinvenção? Porque Premonição 5 poderia ficar nadando na seara das mortes exageradas e no mais do mesmo dos filmes anteriores. Diferente disso, os responsáveis conseguem mudar o foco, estudar um novo caminho para saga e apresentar um filme que apela e muito para o exagero, mas ganha por ter uma boa sacada e mostrar que a produção é guiada por profissionais de qualidade e atentos as novas possibilidades de encaminhamento de uma saga. Acerto. Se não aguenta muita pressão, não vá. O suspense e a tensão são corrosivos e podem lhe deixar enlouquecido na sala de cinema. 

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