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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Gigantes de Aço - CRÍTICA



Os clássicos filmes de aventura exaustivamente exibidos na Sessão da Tarde, que encantavam público e família na década de 80, foram extintos. Hoje em dia, é difícil você assistir um filme despretensioso que não seja ofensivo à nossa inteligência.


NOTA: 80
Gigantes de Aço - Trailer




Com 'Gigantes de Aço', o diretor Shawn Levy consegue provar que ainda é possível emocionar o público com uma trama batida e clichê, sem cair no marasmo e no tédio.


O roteiro parece um remake moderno de 'Rocky', aquele clássico oitentista estrelado por Sylvester Stallone. Desta vez, os lutadores são de aço, mas a emoção continua real.
'Gigantes de Aço' se passa no ano de 2020, e acompanha Charlie Kenton (Hugh Jackman), um lutador de boxe frustrado após o esporte se tornar uma modalidade de alta-tecnologia, sendo comandado por robôs altamente desenvolvidos. Ele abandona a profissão e começa a viver da venda de restos de robôs para o ferro velho. Ao lado do filho Max (Dakota Goyo), de quem tenta se reaproximar, ele passa a treinar um robô descartado, no intuito de torná-lo um grande campeão dos ringues.


Hugh Jackman abandona o feroz Wolverine com sucesso, interpretando com segurança o pai de família. O ator-mirim Dakota Goyo e Evangeline Lilly ('Lost') também merecem destaque.
O roteiro, escrito por John Gatins, Michael Caton-Jones e Sheldon Turner, consegue dar originalidade à velha fórmula do pai que tenta se aproximar do filho, embarcando em uma aventura que servirá de lição para ambos. A emoção corre solta, fazendo com que o mais macho dos homens sinta o olho encher de lágrima.
Levy, que comandou os dois 'Uma noite no Museu' e 'Uma Noite Fora de Série', demonstra maior talento neste, e prova que consegue comandar filmes família com sabedoria e boa técnica.
'Gigantes de Aço' é um blockbuster emocionante, que resgata a inocência do cinema, sem cair na pieguice

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