IconIconIconIconIconIcon

sexta-feira, 10 de maio de 2013

O Último Exorcismo: Parte 2 - CRÍTICA

Filmes sobre Exorcismo realmente estão na moda em Hollywood, e com o sucesso dessas produções de baixo orçamento nas bilheterias, essa febre está longe de acabar.

E essa leva ganha mais um filme, cujo título parece uma piada: ‘O Último Exorcismo - Parte 2’.

Os produtores não imaginavam que o original, intitulado ‘O Último Exorcismo’, faria tanto sucesso: custou míseros US$ 1,8 milhão, e arrecadou mais de US$ 62,5 milhões mundialmente. Com uma potencial franquia em mãos, a Strike Entertainment não se importou em passar mico com o título e resolveu investir em uma sequência.
O original trazia um tom documental que seguia a tendência de ‘Atividade Paranormal’, apostando em câmeras tremidas e cortes bruscos. Com um roteiro chulo e uma edição falha, o encerramento do terror foi vexaminoso.´

NOTA: 65 (Mais ou menos)
Continuando exatamente de onde o primeiro filme parou, o terror traz a mesma protagonista tentando recuperar sua vida após ser vítima de um culto religioso satânico. Por sorte, não é necessário assistir ao primeiro para entender esse, que deixa o tom documental de lado e aposta no estilo de filmagem convencional.

A adolescente Nell Sweetzer é encontrada suja e aterrorizada na floresta depois de escapar do ritual no qual um culto a ajudou a dar a luz a um bebê-demoníaco. Confusa, Nell é examinada por uma equipe médica, mas não se lembra de muita coisa dos meses anteriores -- a não ser de que sua família está toda morta. Ela se muda para uma cidadezinha chamada Davreaux, onde começa a namorar um rapaz chamado Chris e até arruma um trabalho em um hotel local. É hora de tentar recomeçar. Mas algo não está certo. Ela começa a ser perseguida pelo mesmo demônio de outrora. Só que o seu objetivo é bem diferente desta vez...
A produção aposta no clichê para assustar: é o gato que surge do nada, pássaros que se jogam contra janelas, um mendigo que persegue a protagonista, efeitos sonoros que aumentam sempre que algo de ruim vai acontecer... Apesar de usar os artifícios mais batidos do gênero, o diretor novato Ed Gass-Donnelly consegue assustar a plateia com sucesso, e a produção embala um ritmo de sustos e acontecimentos bizarros que não deixa o espectador ficar entediado em nenhum momento.

O ponto alto do terror é trazer novamente a talentosa Ashley Bell como a protagonista Nell, uma garota contida e religiosa que tem em seus trejeitos uma doçura contagiante, mas vê seu mundo desabar quando o demônio começa a atormentá-la. Com um rosto angelical, Bell transmite exatamente a inocência que a protagonista pede.
É interessante ver o caminho sombio que a entidade Abalam segue para conseguir repossuir a protagonista, utilizando até de meios eletrônicos, como TV e computador - como a cena em que as garotas encontram o exorcismo de Nell no YouTube.
O Último Exorcismo - Parte 2’ é extremamente superior ao seu original, apesar de pecar no mesmo aspecto: o desfecho. A qualidade da produção também é melhor que a dos últimos filmes do gênero despejados nos cinemas nos últimos anos (desde o ótimo ‘O Exorcismo de Emily Rose’, não foi lançada nenhuma produção decente sobre o assunto).

Apesar de abusar dos clichês, o terror consegue alcançar seu intuito de maneira satisfatória: assustar e dar medo, o que já é um grande avanço em relação aos concorrentes. 

counter easy hit